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Itair Linchim

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DESCOBERTA DO GRAFENO

quarta-feira, 6 de outubro de 2010






MICROFOTOGRAFIA DA ESTRUTURA DO GRAFENO -  Argonne National Laboratory




Cientistas que descobriram o grafeno vencem Nobel de Física
05 de outubro de 2010  10h33
A.   Notícia
ESTOCOLMO, 5 Out 2010 (AFP) -O Prêmio Nobel de Física de 2010 foi atribuído nesta terça-feira a dois cientistas de origem russa, o holandês Andre Geim e o russo-britânico Konstantin Novoselov, que com um pedaço de fita adesiva e um lápis comum e corrente descobriram o grafeno, uma forma revolucionária do grafite, que promete transformar a eletrônica.
A partir de um elemento tão comum como o grafite, encontrado nos lápis, Geim e Novoselov isolaram o grafeno, um novo material que "supera consideravelmente em rapidez os transistores clássicos de silício, o que permitirá fabricar computadores mais eficazes", explica o Comitê Nobel da Academia de Ciências da Suécia.
"Como é praticamente transparente e bom condutor, o grafeno é compatível para produzir telas táteis (touch screens), painéis luminosos e talvez também captores de energia solar", destaca o comunicado.
O grafeno é uma forma de carbono, que é o melhor condutor de calor conhecido até o momento.
Novoselov, 36 anos, e Geim, 51, nasceram na então União Soviética e são professores na Universidade de Manchester, Grã-Bretanha. O primeiro tem passaporte britânico e o segundo cidadania holandesa.
Sob o impacto da notícia, Novoselov, um dos mais jovens vencedores da história do Nobel, ainda não comentou a notícia.
Geim declarou a um canal de televisão sueca que a notícia do prêmio não vai alterar seu dia a dia.
"Vou para o trabalho. Meus planos não mudaram", declarou o físico.
Em um artigo publicado em 2004, Geim e Novoselov anunciaram a descoberta de um novo material bidimensional, reduzido à espessura de um átomo, composto por uma lâmina única de grafite com uma estrutura de colmeia.
Ao contrário de outros materiais bidimensionais conhecidos até o momento, o grafeno apresenta propriedades físicas que o tornam muito resistente, embora flexível, e um excelente condutor.
Um dos aspectos mais destacados da descoberta é a simplicidade e empirismo.
Com uma fita adesiva normal, conseguiram obter uma pequena lâmina de carbono com a espessura de um átomo", destacou o comitê.
Muitos cientistas consideram que o grafeno terá um grande papel fundamental na eletrônica.
"Combinado com plásticos, o grafeno pode transformá-los em condutores de eletricidade e, ao mesmo tempo, torná-los mais resistentes ao calor e mais robustos mecanicamente", completa o comunicado da Academia.
Geim e Novoselov são os cientistas de número 187 e 188 a receber o Prêmio Nobel de Física desde sua criação.
Etapa revolucionária na miniaturização eletrônica, o grafeno pode ser utilizado também por suas propriedades mecânicas, já que, apesar da espessura extremamente fina, é muito resistente, 200 vezes mais que o aço.
O principal obstáculo para a utilização industrial do grafeno é o altíssimo custo de produção.
A Universidade de Manchester parabenizou seus acadêmicos pela premiação. O grafeno foi descoberto no centro de ensino em 2004.
"É uma notícia fantástica. Estamos muito felizes de que o trabalho de Andre e Konstantin sobre o grafeno tenha sido reconhecido no mais alto nível pelo Comitê do Prêmio Nobel 2010", declarou a reitora da Universidade de Manchester, Nancy Rothwell.
"Este é um magnífico exemplo de uma descoberta fundamental baseada na curiosidade científica, com importantes benefícios práticos, sociais e econômicos para a sociedade", completou.
A Universidade de Manchester tem agora quatro vencedores do Prêmio Nobel.
fc/fp/ap

Materiais Avançados
Nobel de Física vai para estudos com o grafeno
Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/10/2010

Konstantin Novoselov tem 36 anos de idade e Andre Geim tem 51. Ambos nasceram na Rússia e trabalham no Reino Unido. [Imagem: Univ.Manchester]

Andre Geim e Konstantin Novoselov, ambos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, vão dividir o Prêmio Nobel de Física de 2010 pelos seus trabalhos com o grafeno.
A premiação, de certa forma inesperada - o grafeno foi descoberto por eles em 2004 - mostra o reconhecimento do potencial desse novo material, que possui uma infinidade de usos possíveis, da eletrônica aosequenciamento de DNA.
Konstantin Novoselov nasceu em 1974 em Nizhny Tagil, na Rússia. Ele foi aluno de doutorado de Andre Geim quando os dois moravam na Holanda.
Andre Geim nasceu em 1958, em Sochi, também na Rússia. Atualmente os dois trabalham na Universidade de Manchester.
Feeling
O Site Inovação Tecnológica acompanhou todo o trabalho dos professores Geim e Novoselov, mostrando a emergência do grafenocomo um material promissor desde o primeiro anúncio de sua descoberta, que agora foi premiada com o Nobel de Física.
Veja as notícias que veiculamos relatando diretamente o trabalho dos dois cientistas agora premiados com o Nobel:
Em pouco mais de seis anos de vida, o grafeno esteve em nossas manchetes 18 vezes e foi assunto em 49 reportagens.
Material revolucionário
O grafeno é uma estrutura plana composta unicamente por átomos de carbono. A melhor analogia para explicar sua aparência é a tradicional tela de galinheiro, onde cada "nó" da tela é um átomo de carbono.
Apesar de o carbono ser o mesmo material do carvão e do grafite dos lápis, na espessura atômica ele é transparente, o que está permitindo seu uso para telas e monitores inovadores.
Ele é um excelente condutor elétrico e térmico e é altamente estável - O silício, o material com que são feitos os atuais transistores, oxida, se degrada e se torna instável quando é reduzido a dimensões 10 vezes maiores.
Para acompanhar o impacto que o novo material está tendo sobre a ciência e a tecnologia veja nossa seção de notícias sobre o Grafeno.boratório Nacional Argonne não Flickr | Licença Creative Commons 2,0 GenéricaMMMMMMM

Eletrônica
Transistor mais fino do mundo é feito com folha de grafeno
Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/03/2007

A equipe do Dr. Andre Geim, da Universidade de Manchester, Inglaterra, tem estado na fronteira do conhecimento há vários anos quando o assunto são materiais ultra-finos. Foi o seu grupo que primeiro isolou grandes segmentos de grafeno - as folhas de carbono mais finas que se pode produzir, com apenas um átomo de espessura (veja12 e 3).
Agora, o Dr. Geim e seu colega russo Kostya Novoselov utilizaram o grafeno para construir o mais fino transístor já fabricado, um avanço que aponta para mais uma alternativa tecnológica quando se atingirem os limites da miniaturização da eletrônica atual.
Grafeno
O grafeno é uma estrutura plana composta unicamente por átomos de carbono. A melhor analogia para explicar sua aparência é a tradicional tela de galinheiro. Os cientistas descobriram que pequenas fatias desse material possuem propriedades muito interessantes e que poderão ser exploradas intensamente no futuro.
O que é mais interessante nessas fitas de grafeno de apenas um átomo de espessura é que elas são estáveis mesmo quando possuem apenas alguns nanômetros de largura. O silício, o material com que são feitos os atuais transistores, oxida, se degrada e se torna instável quando é reduzido a dimensões 10 vezes maiores.
Transístor ultra-fino
Quando relataram a descoberta do grafeno, em 2004, os cientistas conseguiram utilizar o material para construir um transístor. Mas era um componente com sérios problemas de "vazamento" de corrente - eles não podiam ser desligados.
A solução foi cortar o grafeno em pequenas fatias que, para surpresa dos pesquisadores, mostraram-se incrivelmente estáveis.
"Nós fizemos fitas de apenas alguns nanômetros de largura, e não podemos descartar a possibilidade de estreitar o grafeno ainda mais - talvez até a um único anel de carbono," diz o professor Geim.
A pesquisa sugere que os circuitos eletrônicos do futuro possam ser criados a partir de uma única folha de grafeno. Esses circuitos poderiam incluir pontos quânticos, barreiras semitransparentes para controlar o movimento de elétrons individuais, interconexões e portas lógicas - tudo feito inteiramente de grafeno.
"Hoje nenhuma tecnologia consegue cortar elementos individuais com precisão nanométrica. Nós temos que contar com a sorte para estreitar nossas fitas para poucos nanômetros de largura," diz Leonid Ponomarenko, outro pesquisador do grupo.
Eletrônica de carbono
A vida como a que conhecemos, inclusive a nossa, é inteiramente baseada no carbono. Com o advento da eletrônica, deparamo-nos com uma nova tecnologia que ganha cada vez mais em "inteligência", mas que é baseada em outro elemento, o silício. O silício está para os chips assim como o carbono está para o ser humano.
Por analogia, sempre que os cientistas utilizam carbono em seus experimentos, os dispositivos resultantes são chamados de "orgânicos". LEDs e células solares orgânicas, certamente os componentes mais promissores desse tipo já construídos, nada mais são do que LEDs e células solares que têm carbono em sua estrutura, desempenhando um papel ativo.
Agora, a descoberta do transístor de grafeno - que é carbono puro - pode apontar no sentido da reunião desse dois "reinos": vida e inteligência artificial, tudo feito igualmente de carbono.
As implicações filosóficas e até poéticas são óbvias. Mas o caminho não é curto e nem simples. A pesquisa está apenas nos seus primeiros passos. Não é mais fácil construir transistores de poucos átomos de carbono do que é fazer a mesma coisa com poucos átomos de silício.
De qualquer forma, quando tivermos a tecnologia que nos permita cortar com precisão fatias de grafeno com poucos átomos de largura, já teremos um material para continuar fazendo avançar a microeletrônica, mesmo depois que o silício tiver ficado na história.
Bibliografia:

The rise of graphene
Andre K. Geim, Kostya S. Novoselov
Nature Materials
March 2007
Vol.: Vol. 6, 183 - 191 (2007)
DOI: 10.1038/nmat1849
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PALESTRA EM ROSÁRIO

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

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A QUESTÃO DA QUALIDADE DE NOSSA INTERNET

sábado, 25 de setembro de 2010

Entrevistas

Via Legal
Programa Via Legal - dia 03/07, 07:30hs, na TV Cultura e na TV Justiça, domingo, dia 04/07, 18:00h

Nesta semana, o programa Via Legal tem como destaque principal os direitos do consumidor.
Erica Resende repercute a decisão judicial que obriga operadoras de telefonia a informar o cliente que
a velocidade prometida no serviço de banda larga pode não ser alcançada sempre.
Sobram reclamações de quem paga caro pelo serviço mas acaba ficando na mão quando precisa de agilidade na conexão.
A propaganda quase sempre é a mesma: promete acesso rápido, o tempo todo. Já a prática, prova que nem sempre é assim.
Quem utiliza a internet sabe quem, muitas vezes, é preciso ter paciência.
A boa notícia é que a partir de agora, as empresas estão obrigadas a deixar claro que o serviço não é perfeito.


ACESSE A ENTREVISTA EM:
 http://www.youtube.com/watch?v=ptjsg5rqiiQ

Entrevista à TV Cultura em 25/02/2010
TVCultura.jpg
Reportagem exibida em 24/03/2010 
BAIXE NO LINK: 
http://www3.tvcultura.com.br//cms/midia/video/default/20100225_JC_popularizacao_1267208695.flv



Clientes devem reclamar caso as operadores não ofereçam o serviço corretamente.
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BAIXE NO LINK:  http://www3.tvcultura.com.br//cms/midia/video/default/20100324_JC_celular_4G_fl_1269627255.flv

FONTE:
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Ivan Lessa: A volta do vinil - BBC Brasil

sábado, 18 de setembro de 2010




Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço (ou pick-up), virava para o lado que queria (78 ou 33 e 45) e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.




Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida. E tome polca, com ou sem Adelaide Chiozzo. Ou valsa, samba, chorinho, fox-trot, Bach, Beethoven, Mozart.
Nessa desordem que chamam de progresso, se fué o vinil. Digitalizamo-nos. Viramos vítimas das “armas espertas” daqueles que manobram a tecnologia das indústrias.
Fomos invadidos como um Iraque e nos deram até o relativíssimo poder de decidir nossa constituição. Contanto, é lógico, que não fosse analógica e em vinil.
Não satisfeitos, tacaram o MP3. Nome que bem define o torpedo arrasador que nos acabou com a vida. Nem vou falar das capas dos LPs. Uma arte que também acabou.
Capinhas dos 45 rotações, agora chamados de singles, como corretores safados registrados com nome falso em motel, também dava para virar arte. Bastaria imaginação e engenho.
Tudo acabado, como cantava Dalva de Oliveira. Mas acabado mesmo?
Não é o que informa a BPI, ou seja, a Indústria Fonográfica Britânica (eles morrem de vergonha desse “fonográfica”). O vinil está voltando. Feito Madonna, para ficar numa comparação desagradável porém inteligível ao grande público.
Dizem os números que as vendas dos singles aumentaram em 87,3%. E mencionam o cidadão Paul Weller que vendeu 55,44% em CD e 38,56% em vinil. Que bom para o vinil. Tanto se me dá o tal de Weller.
Por fim, a HMV, a maior rede de lojas de discos do Reino Unido, vem se gabando de que nunca vendeu tanto vinil quanto neste ano, agora, neste século que nos põe para rodar na vitrola. Ou fonógrafo. Ou toca-discos. Ou aparelho de som. Qualquer coisa. Contanto que seja em vinil.
Um dia, ainda chegaremos a Artie Shaw, Charlie Parker, Sarah Vaughan, por aí. Tudo em vinil.
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RÁDIO NA ESCOLA DONA VENÂNCIA - ITUMBIARA / GOIÁS

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

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Cientistas recolhem energia da atmosfera

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Domingo, 29 de agosto de 2010 - 11h00
Cientistas da Unicamp demonstram que água presente na atmosfera pode transferir cargas elétricas para determinados materiais


SÃO PAULO - Durante muito tempo a ciência considerava que a gotículas de água presentes na atmosfera eram eletricamente neutras, assim permanecendo mesmo depois de entrar em contato com as cargas elétricas de partículas dispersas no ar.

Mas um experimento realizado por cientistas brasileiros demonstrou que a água na atmosfera pode adquirir cargas elétricas e transferi-las para outros materiais. A descoberta abre caminho para o futuro desenvolvimento de dispositivos capazes de coletar eletricidade diretamente do ar, utilizando-a para abastecer residências, fábricas ou veículos, por exemplo.

Partículas minúsculas de sílica e de fosfato de alumínio foram utilizadas no experimento. A equipe coordenada por Fernando Galembeck, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), demonstrou que, na presença de alta umidade, a sílica se torna mais negativamente carregada, enquanto o fosfato de alumínio ganha carga positiva. A eletricidade proveniente da umidade foi denominada pelos cientistas como “higroeletricidade”.

“Com um dispositivo simples, conseguimos verificar que é possível gerar voltagem a partir da umidade do ar. Essa prova conceitual poderá abrir caminho, no futuro, para que se possa usar a eletricidade da atmosfera como uma fonte de energia alternativa. Mas ainda não podemos prever quanto tempo levará para desenvolver uma tecnologia desse tipo”, disse Galembeck à Agência FAPESP.

O pesquisador, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Materiais Complexos Funcionais, apresentou os resultados do estudo na última quarta-feira (25/8), durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos. O INCT de Materiais Complexos tem apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo Galembeck, relatos experimentais do século 19 já associavam a interface ar-água a fenômenos eletrostáticos. O britânico William Thomson, conhecido como Lord Kelvin (1824-1907), idealizou um equipamento que ele denominou “condensador de gotas de água” para reproduzir o fenômeno experimentalmente. Mas, até hoje, a ciência não havia sido capaz de descrever os mecanismos do acúmulo e da dissipação das cargas elétricas na interface ar-água.

“Mostramos que a adsorção do vapor de água sobre superfícies de materiais isolantes ou de metais isolados – protegidas em um ambiente blindado e aterrado – leva à acumulação de cargas elétricas sobre o sólido, em uma intensidade que depende da umidade relativa do ar, da natureza da superfície usada e do tempo de exposição”, disse Galembeck.
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TESTE DE FOGUETE

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ciência

ONG cria foguete para passeio espacial

Paula Rothman, de INFO OnlineTerça-feira, 24 de agosto de 2010 - 12h09


Divulgação
ONG cria foguete para passeio espacial
Um boneco faz as vezes de tripulante no HEAT




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